29 de maio de 2019

A última vez que vi Elvis Presley ele parecia triste

AMIGO DE ELVIS PRESLEY RECORDA QUE A ÚLTIMA VEZ QUE  O VIU  “ELE PARECIA TRISTE”

 “TODOS TINHAM LÁGRIMAS NOS OLHOS.”

O ex Mayor do Condado de Shelby e também Xerife, Bill Morris, ainda consegue  recordar de forma muito vívida a última vez que viu o seu amigo de infância, Elvis Presley.


Foi cerca de 60 dias antes de Elvis Presley falecer em 16 de agosto de 1977, aos 42 anos, de ataque cardíaco, que provavelmente foi provocado pela sua adição a barbitúricos receitados. Encontrou-se pela primeira vez com um Elvis Presley desconhecido na festa de graduação da escola secundária da sua futura esposa, na Humes High School de Memphis. No entanto, a sua ligação improvável talvez venha ainda de mais longe.

"Recebi um telefonema da sua casa,” recorda Morris para a Fox News. “Os rapazes que eram amigos dele disseram, ‘Vamos ao cinema esta noite.’ Eu disse, ‘Tudo bem’. Encontrei-me com ele por volta das 23h00, a minha esposa e eu, e o filme já tinha começado. E nem pude acreditar quando o vi caminhando para vir ao nosso encontro. Tinha ficado tão grande. Tinha engordado bastante.”

“Elvis e eu crescemos durante os anos da pós Depressão, no norte do Mississippi,” explicou Morris. “Por volta dessa altura, migramos para Memphis. Os pais dele conheciam os meus pais ainda antes de termos nascido. E depois, é claro, fui para o Exército depois da graduação dele. Quando regressei, dois ou três anos depois, ele já tinha feito grandes coisas na indústria musical."

“Ele ainda era muito jovem,” recorda Morris. “Tinha 20 e poucos anos e amava fazer as coisas que a maior parte dos homens gostam … Amava a sua música, mas gostava mesmo de estar em casa, em Memphis, longe dos filmes, afastado das suas tournês. Amava estar com os seus amigos. Amava comer, ir ao cinema – o tipo de coisas que os rapazes do campo gostam de fazer. Ambos somos do campo. É inacreditável o quão natural ele era.”

Morris partilhou tudo isso ao longo da vida de Elvis Presley, ele tinha um profundo respeito pela lei e teria provavelmente seguido a carreira policial se não tivesse construído uma carreira musical.

“Ele envolveu-se mesmo muito na aplicação da lei e apoiava iniciativas que lidavam com o abuso de drogas – em particular com drogas ilegais,” explicou Morris. “E quando quis ver o diretor do FBI, J. Edgar Hoover, concordei tratar de tudo. E fomos até Washington para o conhecer com alguns dos rapazes. E, entretanto, levei-o até à Sede Nacional da Associação dos Xerifes Nacionais. A sua pergunta foi, ‘Porque não podemos ser membros?’ E assim, fez com que todos os seus guarda costas fossem membros dessa associação. Depois disso, ficou sabido que para onde quer que ele fosse, xerifes, chefes de polícia o convidavam para lhe oferecer um distintivo honorário. Ele achava aquilo o máximo. Em Graceland poderão ver a sua enorme coleção de distintivos de todos os lados.”

“Não era capaz de aceitar a totalidade de tudo,” disse Morris. “Ele estava dentro do caixão, mas eu não conseguia acreditar que ele estava morto. Tinha apenas 42 anos de idade. Não quis realmente aceitar aquilo, nem mesmo naquele momento.”
Um dos equívocos que Morris quis esclarecer sobre Elvis Presley no seu livro foi sobre aqueles tumultuosos anos finais em que ele sofreu um declínio físico por causa da sua dependência de drogas medicamentadas.

“O segundo equívoco é que ele era um solitário,” partilhou Morris. “Não era. Amava estar acompanhado. E se não tivesse pessoas ao seu redor, sentia-se nervoso. Ele era orientado para as pessoas. Gosto disso nele… Ele era capaz de reunir 20 ou 30 pessoas para dar uma pequena festa na sua casa e ele era apenas mais um dos rapazes. Manteve sempre um bom relacionamento pessoal com as pessoas com quem cresceu. Considerava isso um atributo magnífico.”

“Não consigo acreditar até ao dia de hoje, 42 anos mais tarde, no poder inacreditável que tem o nome de Elvis Presley em todo o mundo”, disse Morris. “Isso diz imenso acerca da sua música, da sua personalidade e da pessoa que ele foi.”

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